Maria
Prosa e Poesia
Capa Textos Fotos Livro de Visitas Contato
Textos
Meu Feitio
quanto tempo, quanto tempo, refugiei-me no silêncio dos ferimentos recebidos...

recaída em melancolias e angústias, como se despertasse todos os dias a bordo de um precipício...

envolta em neblina de raios de tempestades. desejando morrer para não ter mais de viver vendo os sonhos ruírem...

quanto tempo, quanto tempo...

e então, do fundo escuridão ouço uma voz.

triste, ela mede o que falta e não descobre o que possui, o que tem, e o que mais poderia ter...

se me fiz perguntas? todas elas. essas, essas mesmas que eu faria.

se tirei conclusões? com certeza. as mesmas que eu tiraria...

então sou mulher assim... foi o que pensei... talvez mudei... porque hoje, não olho mais o que não sou...

vejo mais as entrelinhas da vida, caminho mais nas pausas e reticências...

afinal, é assim... feita de entrelinhas, de pausas e reticências que eu, Maria, sou...
Maria
Enviado por Maria em 26/01/2011
Comentários