Maria
Prosa e Poesia
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Beira o Céu
E quando no meio da noite
sentires as pétalas
de uma flor solitária
rebuliçando teu rosto,
sou eu que cheguei qual luz da Nova
para percorrer tua alma
e acarinhar de amor teu coração.

E no meu debruçar sobre tua face,
nela plantarei meu beijo...
e roçarei teus olhos
como se meus lábios fossem
o doce e aveludado acarício
das pétulas de uma rosa de amor.

Então esquecerás as noites
de estrelas machucadas
e não mais te esconderás
nas teias de um porão
ou na capa do tempo...
Nem mais chorarás num canto da vida,
o embrião dos largados...
Mas, sentirás a volta do sol rubro de amor
que beira o céu e a lua medieval,
endeusada e enzimada de estrelas.

E, verás ressurgir das pedras
nosso sempre jardim de flores -
jardim dos encantados -
onde na primeira página
de um tempo do tempo,
aportou tímida flor...
a reluzir a graça do puro amor
e o badalar de sonhos
burilados de amanhãs...
Maria
Enviado por Maria em 28/03/2015
Alterado em 30/03/2015
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