Maria
Prosa e Poesia
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Pisaduras da Flor

Que mal há em não compreenderem as pisaduras da flor? Para serem sentidas é que nasceram suas raízes, fazendo suas pegadas eternizarem-se nas iluminuras da parede. Porque não é possível haver incomunicabilidade entre dois corações, quando são somente um... Por isso, caminho sem medo, ruelas interiores. Atravesso pinguelas e me deleito com a vida, qual lua num céu azul de terra dourada. Se vago solitária - alma "imbricada" e sem "dicionários" - é porque o sol encontrou e captou essa imagem, eternizando-a, em seus devaneios e sonhos. Não construo mais guerras por ter sido descoberta. Aceitei - plácida - meu destino no mundo de pergaminhos e palavras... Sou lua da montanha, e aguardo - soberana -, o singrar da canoa ao encontro do entardecer de minha alma, enquanto pinto rabiscos in(comunicáveis)... na tela da eternidade de luz...
Maria
Enviado por Maria em 11/08/2017
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