Alma Escondida
Não fechei aquela porta - a mesma que hoje abri - porque quis, mas porque não sabia mais, e ainda não sei, dar respostas para tantas perguntas.
E, quem sabe, porque não conseguia mais enxergar que o roda-roda do mundo, gira e continua a girar, indiferente à inquietação de minha alma.
O que mudou? Nada ! Nada mudou.
Continuo sentindo e sentindo em intensidade os meus sentimentos. Solidificaram-se dentro de mim e não há como fazer morrer ou deixar esquecer.
Ainda sonho? Cada poro meu, exala a força dos meus sonhos.
Se o dia se faz, e olho triste a chuva lá fora, ou absorta caminho em meu jardim de inverno, o coração bate descompassado, parando e acelerando abruptamente ao menor toque da brisa. Como se fosse um toque de sol.
É o sonho de um dia caminhar pela vida de mãos dadas, marulhando poesia para que o mundo possa sentir a força e a alegria do amor.
E quando a noite adormece - saciada de luz -, me encolho num canto e choro. E nas ondas dessas lágrimas meu espírito acorda e navega para longe de mim.
Procura uma montanha azul para rufar suas asas em suas encostas e soprar a brisa da poesia, na alma escondida de mim.
Maria
Enviado por Maria em 18/09/2011