Maria
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Podemos nos esconder da vida, dos outros, do mundo ao redor, no entanto de nós mesmos torna-se impossível isso fazer.

Se fugimos para o alto das montanhas ou se vamos morar num sótão onde nem o sol entra - nos achamos lá!

Se nos afastamos de tudo e as enluaradas noites nos dão a sensação de vazio, de corrupção interior ou de perdas e poucos ou nenhum achado - nós sabemos, nos achamos lá!

Podemos nos achar pouco ou que ao nosso redor orbita a ordem das largaduras, de ser sempre pra trás deixado, esquecido e que, por isso, queremos de tudo e todos nos esconder - não importa, nos encontramos lá onde estamos, em nós nos achamos.

E mesmo se nos jogarmos na aventura da noite, se nos entregarmos ao caminho dos bares, das esquinas da vida, barba por fazer, pés embaçados e atormentados por chagas e dor,  mãos pedintes e oleosas das fomes - nós sabemos, somos nós que estamos lá.

E, mesmo, se pensarmos em morrer, em sufragar a dor aos que nos rodeiam, aos que nos amam, se decidirmos por uma quadra e um número na cidade dos sem vida - nossa alma continuará viva e saberá, somos nós que nos achamos lá.

Podemos fugir de todos, de tudo e nos refugiar em qualquer fim de mundo achando que estamos, do mundo, a nos esconder... mas, de nós mesmos não há como fugir, de nós mesmos vamos sempre achar, notícias saber, encontrar...

Maria
Enviado por Maria em 05/02/2023
Alterado em 05/02/2023
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