Para mim a história é o momento de agora com toda sua carga do passado. E é a partir disso que somos moldados. Na verdade somos fragmentos dos fatos vividos por nossos ancestrais - os que moldaram o presente no passado. Para mim o ser humano é um ser em sua completude ancestral e eterna, em sua integralidade, especificidade, a partir de uma visão holística e transcendente.
Sobre a emotividade humana e as dores do passado - eu também consigo perceber que as emoções humanas podem definir quem somos e nos "condicionam" muitas vezes, mas vejo que a dor pode tanto nos levar por um caminho que nos prejudica ou causa mais dor reproduzindo - a, mas também pode nos proteger. Quando você sabe onde está o espinho você se afasta dele ou se mantem perto, mas distante o suficiente para não se ferir. E tudo isso me faz resiliente, me dá identidade no caos da modernidade. Como Michelet e Morin, eu também não ignoraria as emoções humanas para tentar entender a sociedade.
Sobre o sentimento de identidade e o Amor - acho que vejo o amor como algo universal, capaz de suplantar guerras, de mudar histórias, de transformar pessoas e sociedades. E creio que em meio à crise, em meio ao caos a identidade se forma, transforma e fortalece, individual e coletivamente.