Maria
Prosa e Poesia
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Tecido invisível que veste a alma

Talvez seja isso:

a chama viva da essência humana,

um tecido invisível que veste a alma,

feito de memórias, dores e amores,

de tudo que nos construiu

e moldou as arestas que antes feriam.

 

Somos feitos do que vivemos,

do que nos preencheu e do que nos faltou.

Cada lágrima caída

é o peso e a leveza do que importou,

do que nos marcou tanto

a ponto de deixar rastros,

ecos que vibram em nosso silêncio.

 

Não sofra porque o passado ainda vive.

Acolha-o como quem recebe um velho amigo,

que traz histórias difíceis,

mas também lições que ninguém mais ensinaria.

 

Ressignifique cada instante,

não para apagar o que foi,

mas para dar novo fôlego ao que é.

Permita que a saudade

seja uma poesia silenciosa,

e que a dor se torne um ponto de partida,

um degrau para o hoje,

que clama por ser vivido.

 

Se ainda há lágrimas,

seque-as com o bálsamo do amor.

Se ainda há dor,

transforme-a em força,

em combustível para seguir.

 

Porque é no presente

que as memórias encontram sentido,

é no agora que fazemos o passado

não um peso,

mas um alicerce para o futuro

que nos espera com braços abertos.

 

 

Maria
Enviado por Maria em 06/01/2025
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