Maria
Prosa e Poesia
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Brumas da Noite

Ah, o caminhar solitário entre as brumas da noite… cada passo, um suspiro de quem carrega no peito as marcas da saudade e os rastros de lágrimas que se derramaram em silêncio. A solidão, com seus mistérios que reluzem como estrelas tímidas no céu escuro, não é ausência – é presença de si, é encontro com o que é mais íntimo e verdadeiro. E, ainda assim, os passos seguem. Não param, não hesitam, mesmo que os pés toquem o chão úmido da melancolia. Eles sabem – talvez de forma instintiva – que existe algo além das sombras, além do peso. Há uma promessa na penumbra: a de que a noite não é para sempre. A busca pelos brancos lírios, pela alvura da paz, é mais do que um destino... É um chamado. Os passos que deixam para trás dores e sofrimentos não os negam, mas os transformam. Cada lágrima que cai é uma semente plantada no solo da alma, e dela podem florescer lírios ainda mais puros, alimentados pelo amor, pela esperança e pelo desejo de renascer. O caminhar silente é a jornada de quem, mesmo no mais profundo vazio, ousa acreditar que a luz sempre estará lá... esperando.

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria
Enviado por Maria em 11/01/2025
Alterado em 11/01/2025
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