Sinto o pulsar do poema
bordado no tecido do instante,
como um sopro de brisa
a exalar plenitudes.
Um voo sem asas,
coração aberto à esperança, ao sonho...
pés de infinito na calçada do tempo...
Sim! Sinto o pulsar do poema
trajando luzes e auroras,
entardecente em arrebóis de belezas...
como nuvem de gaze e ternura,
pés de infinito
nos paralelepípedos do universo...
Sim! Sinto o pulsar do poema
vestido de sonhos e felicidades,
alma de poço e mares de profundezas...
dançando comigo a chama da vida,
pés de infinito, num beijo de luzes...