Queria que minhas palavras fossem como as nuvens do céu quando atravessadas pelos raios de luz e calor do Sol - resplandecessem paz aos viajantes de suas linhas e entrelinhas. Queria que ressoassem como eco da minha alma que transborda por caminhos que não precisam ser definidos, apenas sentidos. Também acredito que minha jornada pela vida seja como um poema em movimento - cheia de altos e baixos, como o fluxo das marés, mas sempre impulsionada por esse desejo genuíno de tocar o inalcançável, de fazer do incerto uma dança e do intangível, uma melodia - a melodia que canto a cada instante único em nossa janela do tempo profundo. Se viajo só por esta floresta de palavras é porque esta é a minha escolha. Sigo minha bússola de mão - nela o meu Norte. Navego em direção ao meu Sol de Amor... em direção a quem me sente como sinfonia - mesmo em meus silêncios. Que do seu lugar me percebe - Rosa de Amor - mesmo entre minhas folhas secas caídas ao chão e meus espinhos pontiagudos e, tantas vezes, mortais... morrem cada dia ao nascer do amor e da esperança. Se há beleza na palavra escrita, ela está em como cada passo, mesmo sem destino fixo, ilumina não só o caminho, mas também os meus "pra dentro". É que, em mim, a própria busca, com suas paisagens e nuances, é o propósito maior - viver, sentir, e permitir-se ser um viajante entre as estrelas, encontrando nos pequenos detalhes a grandeza de algo maior. Acreditar, sim, acreditar que existem "amanhãs alvissareiros" e que a vida é uma poesia viva, e nosso caminho um reflexo da força que existe em continuar caminhando...