Às vezes nos vemos assim: vazios e murchos enquanto o mundo ao redor parece brilhar alegria e festa. Importante é saber diferenciar a solidão - que dói -, da solitude - que nos faz plenos de nós e de vida, mesmo estando sós. Sentir-se só em meio ao mundo que dança ao nosso redor não é assustador. Quando isso acontece é porque nos vemos em profundidade enquanto as pessoas e o mundo ao redor navegam na superfície. Compreender nosso interior, o vazio que permite que coloquemos em nossos pra dentro o que queremos, o medo que nos faz ter cuidado, a angústia que nos faz refletir, a sensação de que a felicidade se distancia, se encontra longe... tudo isso, nos faz refletir, nos faz pensar. É quando há um processo de reflexão que nos deparamos com pensamentos e sentimentos sobre o tudo e o nada da vida. Significa que já estamos vivendo num outro plano, num plano profundo, onde só o que importa de fato tem significado e valor... é quanto buscamos mais do que tínhamos até aqui, quando mergulhamos fundo em nós mesmos, em nossa alma e nos abrimos para alcançar esse mar de profundezas... é onde brota a mudança, onde ouvimos o estalo da vida dentro de nosso coração... Por isso, deixa a vida falar, deixa o pensamento voar e meditar... é esse o caminho para o florescer da felicidade plena...