Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Poesia que sabe esperar...

E quando ando sem carregar

inquietação e/ou aceitação? 

Minhas xícaras são sempre

canyons profundos...

e isso não é por acaso.

Neles mergulho e me afogo

em minha próprias profundezas,

em minha sede de movimento, de caminhos,

mesmo que seja rumo ao desconhecido...

 

Me entrego... me busco...

me encontro... me deixo levar...

permito que o silêncio e o sonho

encontrem seu próprio espaço

para florescer...

 

Em meus contrastes me torno dualidade...

dou rédeas aos sentimentos,

mas deixo a alma de almejos aquietar...

Desejo o controle,

mas tenho a necessidade premente

de simplesmente sentir...

 

Não sei (re)nascer...

Como fazer isso se continuo viva?

Por isso faço versos - para não morrer...

E quero o poema brotando flores

na várzea do coração...

carregando esperanças...

 

Desejo... Busco... Me deixo levar...

É uma entrega ao tempo...

sem perder a essência dos sonhos...

 

Ahhh! Queria colocar um diagrama...

Aplainar o texto... 

Era um outro poema... esse!

Não rebobino!!! Fico com ele.

 

Queria desenhar uma poesia que sabe esperar...

Espero: me espere...

Sou tua carta de amor.

Maria
Enviado por Maria em 01/02/2025
Alterado em 02/02/2025
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