E quando ando sem carregar
inquietação e/ou aceitação?
Minhas xícaras são sempre
canyons profundos...
e isso não é por acaso.
Neles mergulho e me afogo
em minha próprias profundezas,
em minha sede de movimento, de caminhos,
mesmo que seja rumo ao desconhecido...
Me entrego... me busco...
me encontro... me deixo levar...
permito que o silêncio e o sonho
encontrem seu próprio espaço
para florescer...
Em meus contrastes me torno dualidade...
dou rédeas aos sentimentos,
mas deixo a alma de almejos aquietar...
Desejo o controle,
mas tenho a necessidade premente
de simplesmente sentir...
Não sei (re)nascer...
Como fazer isso se continuo viva?
Por isso faço versos - para não morrer...
E quero o poema brotando flores
na várzea do coração...
carregando esperanças...
Desejo... Busco... Me deixo levar...
É uma entrega ao tempo...
sem perder a essência dos sonhos...
Ahhh! Queria colocar um diagrama...
Aplainar o texto...
Era um outro poema... esse!
Não rebobino!!! Fico com ele.
Queria desenhar uma poesia que sabe esperar...
Espero: me espere...
Sou tua carta de amor.