Vivo de silêncios e de rio.
Os silêncios falam por luzes
e o rio escorre da face
nimbada de esperas...
O olhar ansioso percorre o jardim...
encontra uma paisagem triste,
o homem que se acha nada,
perdido nas periferias
de seus pra dentro
em busca de se encontrar.
Lá fora a chuva...
aqui dentro o rio...
cuja garganta é um nó.
E o silêncio que toca...
sem nada dizer...