E o vento diz a mensagem:
é ela que se vai...
é ela que se distancia...
é dela a culpa de minha dor e angústia...
Eu? Estou sempre aqui -
no lugar onde sempre estive...
no lugar onde sempre hei de estar...
enquanto o coração não cansar de esperas...
Tempos ancestrais se revolvem em meu peito
numa dor surda ao mundo ao redor
e aos olhos de quem me espia
pela claraboia de minha janela do tempo profundo.
Essa dor profunda é invisível aos olhos de quem vê,
mas tão lacerante em meus pra dentro.
Tantas esperas, tantas...
E isso não é reconhecido.
O meu lado quem vê?
O que sinto aqui deste lado importa?
É torturante a indiferença...
como se a Flor não existisse...