Maria
Prosa e Poesia
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Como se a Flor não existisse

E o vento diz a mensagem:

é ela que se vai...

é ela que se distancia...

é dela a culpa de minha dor e angústia...

 

Eu? Estou sempre aqui -

no lugar onde sempre estive...

no lugar onde sempre hei de estar...

enquanto o coração não cansar de esperas...

 

Tempos ancestrais se revolvem em meu peito

numa dor surda ao mundo ao redor

e aos olhos de quem me espia

pela claraboia de minha janela do tempo profundo.

Essa dor profunda é invisível aos olhos de quem vê,

mas tão lacerante em meus pra dentro.

 

Tantas esperas, tantas...

E isso não é reconhecido.

O meu lado quem vê?

O que sinto aqui deste lado importa?

É torturante a indiferença...

como se a Flor não existisse...

Maria
Enviado por Maria em 08/02/2025
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