Venho de onde pendem as dores,
de onde chora o Poeta
e a solidão cerceia um coração
magoado e ferido pela vida.
Venho de lá,
onde sopram ventos alísios
sobre a alma atribulada
e as chuvas escorrem
em cachoeiras
dos cantos dos olhos.
Lá onde o vazio é pleno,
os autoenganos constantes,
a ilusão tão presente
que a alma se perde em si mesma.
Venho de onde as perguntas
não possuem respostas
e o achego da incerteza
é pedra e ferida nos pés descalços
que ainda seguem um caminho de sonhos...