Também procurei
um caminho súbito pelo céu,
uma estrada em meio
ao alinhamento dos planetas,
um rasgo de galáxia escondida
por detrás da densa escuridão
que caiu como manto
sobre a alma apaixonada pela luz.
Não morri pela poesia,
nem me vesti de branco
ao me reclinar enquanto Lua
sobre o pó de asfalto escuro
e, ainda, quente.
Não sei se foi o destino,
se foi a meia-noite ou a solidão
que inalou meu medo
e descobriu assim
como me manter prisioneira
deste Portal de Lamentações.
Agora é só tristeza
na minha poética
- é dor e lágrimas -
é o caminho sinuoso
de minha alma
balbuciando dores
nos canyons
escuros e profundos
de meus pra dentro...