Ouço a voz das árvores queixosas,
exalando folhas pelos poros dos olhos.
Ainda guardam o odor das flores
e os frisos da casca,
encanelada de poesia
e entrelinhas de silêncios profundos.
Sopram ventos entrelaçados de céus
e se fazem abismos entre o ar e o chão
onde ficaram suas raízes.
É onde teu coração se acalma
e o timbre de minha voz ecoa
em tua alma sedenta de palavras.