Há uma beleza rara na entrega,
na aceitação do inacabado,
do que ainda se molda
entre as marés do tempo
e os sussurros da alma.
A imperfeição não me nega,
ao contrário, me revela -
é nela que encontro o reflexo
mais verdadeiro de quem sou.
Ser imperfeita é ser livre
da rigidez do inalcançável,
é poder caminhar
sem a prisão do "dever ser".
Mas florescer...
E nessa liberdade
de construção contínua,
ser poesia viva,
ser obra sempre em criação.
Que minha essência
floresça sem pressa,
sem medo e sem culpa,
mas com a certeza
de que até o inacabado
tem seu brilho próprio.