Em tempos de disfarces, máscaras e brilhos, olho para a singularidade da vida, o fosso do espírito em ebulição. Caminho ao largo das avenidas, longe dos holofotes e exposição nos espelhos públicos. Viajo nas asas do Corvo, olhos umedecidos pela dor do Poeta em sua perda lacerante, em sua noite de fadiga e saudades imortais. Tateio sua escuridão, as sombras de desolação, seu medo e terror pela voz que sussurra um grito ou pelo silêncio amplo e calado... Caminho em sua peregrinação, sua sede ardente das fontes do saber e vislumbro um homem mergulhado em sombras bebendo em su'alma a grandeza, o brilho e a glória da antiguidade, alma incendiada, em busca de se conhecer. Em tempos de máscaras e disfarces ando pelas avenidas da alma, vestida de mim, alma ardente de luz, em premente ebulição...