Um passo na areia funda e dourada, o mar azul com suas ondas distantes... e o mundo desaba. Um olhar na mensagem do dia e o coração se apequena dentro do peito. Sonhos e esperanças caem como as estrelas mortas dos céus. O peito soluça como os vagões destrambelhados de um trem à vapor... Os solavancos escurecem o dia e fazem chover chuva na retina que dançava felicidades na janela do tempo profundo. O medo bate do lado de lá e faz ambos os corações baterem em desalinho de emoções. A verdade sempre vem à tona. Pode-se usar de subterfúgios esconder, fingir, usar máscaras, enfeites... um dia o vento sopra de leve e levanta a folha que tapava um precipício ou leva o telhado num golpe só, desnudando a realidade que dói como ferro quente sobre a pele com sede de luz...