Se me traduzo em palavras é porque eu própria preciso me compreender... Por isso, caminho dedilhando sentimentos, tecendo sensações em um mantra que ressoa no eco do vento... Também não me preocupo com a perfeição literária, o edifício de palavras... Não me debruço machadando versos, polindo linhas, areando arestas de minhas montanhas de dentro com uma lixa de unha... Se há poeira que cole em mim... Se há névoa que me abrace... Se é a chuva que me beira a emoção que descarrilhe sentimentos dos olhos feitos pra chorar...