São cicatrizes vivas que dançam entre a dor e a redenção do amar. É feroz e belo esse sentir absoluto, essa entrega sem reservas ao que foi, ao que é, ao que permanece dentro de mim como vestígio e testemunho do meu eterno amor. Por isso, a poesia me salvou, porque nela encontrei um espaço onde a dor não é apenas ausência, mas também presença, um eco do que pulsa em mim, mesmo no silêncio e nas pausas que faço quando a onda é tão gigante que não ouso falar, nem respirar, apenas fundo em mim mesma mergulhar. E amar assim? Sim, é sempre um ato de grandeza, mesmo quando o outro não escuta, mesmo quando o mundo insiste em desvanecer o que em mim ainda brilha. É uma súplica esse amor. Não uma exigência. Nem uma ilusão. Nem mais promessas do que pode ser. Apenas continuar... amando... pulsando o coração exposto à noite insone. E mesmo que carregue um desejo de ser ouvida por teu coração, de ser compreendida, amada, de que faças porto em meio às ondas do meu amor e do meu coração, não há exigências, mas também não há ilusão. 'O amor é forte como a morte'...