As lágrimas de saudade carregam a melancolia de um entardecer que se dissolve em sombras, um lamento velado que ressoa nos sinos e nos astros silenciosos como um poema sem palavras... Um poema de silêncio cuja musicalidade clássica dos versos imprime uma atmosfera quase etérea, onde o tempo se esvai e a solidão se torna uma prece, um eco distante no mistério dos páramos. E assim, me despeço da noite... ao longe o canto quase calado dos pássaros. Mesmo o amanhecer, há algo de crepuscular e nostálgico nessa despedida solitária das horas. Um diálogo com a noite, com o desconhecido, com a própria alma... e com a manhã de sonhos...