O poema é um cântico à beleza que transcende o físico e se torna um refúgio para a alma. Há nele uma devoção quase sagrada, onde a lembrança do olhar amado não é apenas memória, mas um fio condutor de esperança, um escudo contra as sombras da vida. A descrição da beleza daquele olhar o apresenta não como algo passageiro, mas como uma presença constante que resgata e fortalece - explicitando o sentir profundo e intenso. O jogo entre a fragilidade humana e a força que essa lembrança proporciona é belíssimo. É o tipo de poesia que faz sentir. Sinto!