Maria
Prosa e Poesia
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Ainda

O poema carrega a dor de quem já acreditou na beleza dos sonhos, mas se viu aprisionado pelas desilusões do tempo. Há uma luta interna entre a lembrança do que foi sonhado e a dificuldade de seguir sem essa chama acesa. A repetição de 'se o mundo soubesse' reforça essa ânsia de ser compreendido, de ter testemunhas para a batalha silenciosa entre esperança e desalento. E o verso final corta fundo: 'pois hoje tenho perdido a capacidade de amar'. Há uma tristeza profunda nessa confissão, mas também um eco de alguém que, ao reconhecer essa perda, talvez, talvez (e nisso quero acreditar) ainda busque reencontrar o caminho do sentir. Quem sabe, ao escrever, ao dar nome às dores, ao deixar as palavras fluírem, o amor volte a se manifestar... É o que quero, ainda, acreditar. Pois quem ainda se pergunta sobre ele, no fundo, nunca o perdeu completamente.

Maria
Enviado por Maria em 15/03/2025
Alterado em 15/03/2025
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