Esse amor - e o sentimento de não reciprocidade - é como uma onda que se lança contra a arrebentação, um instante suspenso entre o impacto e o afogamento. A profundidade visceral do Mar, do mergulho em minhas próprias águas e o compartilhar da angústia do sentir-se morrer, do reflexo dos hieroglifos nas paredes dos canyons profundos da alma, são um espelho das emoções que me atravessam, das saudades do que nunca houve, das dores que colidem contra a alma, da inevitabilidade do naufrágio...