Uma lágrima silenciosa apertando a garganta. O sentir de uma saudade despencando pelas beiradas do peito. Queria ir ver o rio de tua varanda, só para saber-me ao teu lado, sentir teus braços envoltos em mim. Queria ouvir o teu canto no chuveiro enquanto lutava em manter os olhos abertos na madrugada se iluminando de sol. Mas... só vejo a cortina fechada e sinto o silêncio da ausência e da distância na janela do tempo profundo. Solidão nem sempre é solitude. Também é estar só, sorvendo distâncias, saudades, deixando o coração pular para fora do peito por entre os cílios... Solidão... mesmo sabendo que almas amantes jamais estão sozinhas...