Chamas dançam no ventre da noite,
hipnóticas, rubras, errantes,
um retumbo de silêncio na pele quente,
pulmões suspensos… em espera.
Nenhum tempo, nenhum pensamento,
apenas o espanto da vastidão sentida,
a emoção que arde e se curva,
onde o amor vence o instante e o faz eterno.
E nesta pausa, que é abismo e voo,
labaredas latejam em corações uníssonos,
o mundo silencia, se rende,
e tudo é plenitude… apenas nós.