Minha taça é de luz,
cheia e transbordante,
não mais ecoa o vazio das sombras,
mas verte luz, cintilante e branda,
no olhar que brilha, profundo e ardente.
Já fui silêncio, ausência e espera,
um sopro tímido na vastidão,
mas hoje sou chama, sou primavera,
sou sol nascendo na imensidão.
O amor me veste de aurora e fogo,
me refaz vento, me faz dançar,
e cada instante é um céu aberto,
onde transbordo sem me apagar.
Que essa luz siga sempre acesa,
e que o tempo, em sua canção,
se curve ao brilho do amor intenso,
renasça o Santuário do Coração.