Beleza melancólica, arrebatadora,
uma lágrima silenciosa aperta a garganta -
dor contida, sem gritos, mas que pesa,
um rio invisível que escorre pelas beiradas do peito.
Ah, saudade...
Que dança no vazio entre o querer e a lembrança,
o canto no chuveiro, o sol invadindo a madrugada,
memórias simples que ecoam no silêncio da distância.
A cortina fechada esconde o que não se alcança,
um véu de ausência na janela do tempo profundo.
E a solidão, que não é solitude,
sorve distâncias, deixa o coração escapar entre os cílios.
Mas… mesmo na ausência, algo permanece -
um fio de luz, um sussurro eterno:
Almas que se amam jamais estão sozinhas,
porque o amor é laço que o tempo não desfaz.