Ouço o silêncio do poeta,
o silêncio das estrelas,
"tão longínquo e singelo"...
ao mesmo tempo tão perto,
tão dentro...
ouço-o, sinto-o...
envolvido na imensidão
de si mesmo,
de sua própria grandiosidade...
como um mote de luz
que parou no espaço...
entre uma batida e outra
dos ponteiros do relógio.
Me calo em suas mãos,
me absorvo
no vácuo de sua leveza,
plumo asas, voo por ele...