E a prece sentida clama
por algo que nunca será dado,
porque sonhos
já envelheceram sozinhos
nos canyons do tempo...
Por isso, o coração
sempre é um abraço
e tantas e tantas vezes
precisa abraçar a si mesmo...
Um calar a voz nasce
em meus pra dentro
e ganha territórios na alma...
tempos silenciosos
grunhem inquietudes
e desassossegos interiores...
Nem sempre as orações
se desenham em meu rosto,
embora, muitas vezes,
cavocam laivos profundos
na face em meditação...