Também tenho medo da escuridão que chega,
e teço guaritas ao redor de minha alma
para que anjos distraídos do céu
a vigiem de perto,
enquanto ergo barricadas
a fim de proteger o que sou.
É que a vida nos reserva o inimaginável
no convés de cada dia,
e o tempo escorrega
pelo pêndulo que dança
ampulhetas vazias.
Sou Mar, sou sal,
sou o tempero que urge ao teu coração.
Vem!
Segura nas tuas as minhas mãos
e pede perdão - mais uma vez -
pela demora em juntar
minha vida com a tua.