Sou Eu !
Apaziguadora de feridas
tão sentidas
que o mundo acendeu.
Rogo à cruz amainar a dor de luz,
mas a alma é afeita a abismos
e nele mergulho meus voos
em fome de profundezas.
Ah! Se as pedras
onde nascem flores
pudessem falar!
Nelas me achego,
em sua dureza,
em sua aspereza,
em seu senso!
Nelas viajo,
como uma pluma
beijando terras
e acarinhando o desvairo
de suas florestas
almiscaradas de argan.