O amor é o próprio
pincel da existência.
O pincel de um céu
que se pinta com o coração.
Com a delicadeza da luz
de uma tarde sonhada -
quando o sol, diáfano,
sopra maresias de amor
por entre as poeiras
do horizonte.
É quando nossas mãos
de cinzel
amassam o trigo
para comermos nosso pão -
a palavra escrita
com hieróglifos da alma.
Comunga-se o vestal amor
iluminando nosso mundo
com a candura
do coração todo poiesis.