Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Dedos de Silêncio

Com dedos de silêncio percorro

a liturgia do poema,

em busca de sua espiritualidade

densa e melancólica.

 

Mergulho na tessitura rítmica -

alma antiga - que medita a cor do céu,

a transcendência cerúlea

que floresce o sagrado

na pureza da palavra.

 

Teço fios de esperança à aridez,

à desolação dos rituais fúnebres,

à concretude do fim.

 

Lábios repetem, baixinho,

ecos de solidão,

enclausurados

na pureza do recolhimento,

no destino traçado

com fé silenciosa

e contemplativa.

 

Brumas vestem o dia

que parte —

assim, assim:

embalsamado

em beleza e tristeza,

descerrando a cortina

do palco da vida

com delicada dor.

Maria
Enviado por Maria em 05/08/2025
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