Às vezes, às vezes
fechamos a porta
com os silêncios
dentro da alma, ou...
com a desordem
se instalando
nas prateleiras
translúcidas
da esperança.
É quando
sopramos tempestades
sobre nós mesmos
e chamamos o caos
para morar dentro
e fora de nós.
Não tenho como
chegar perto
de quem tem espinhos
e os acende à todos
para me afastar.
Também não sei ser só rio
rasgando o ventre
nas pedras
para a alma sangrar
e depois desistir
de voar para o Mar
nas primeiras
poças lamacentas
da beira do caminho.
Às vezes, às vezes
fechamos a porta
com os silêncios
dentro da alma, ou...
com a desordem
se instalando
nas prateleiras
translúcidas
da esperança.