Sou Flor -
que chora ao ser tocada.
E - penso que você
nunca me compreendeu...
Falo da sensibilidade,
da fragilidade das pétalas,
da gana de morrer
ao invés de aguardar
o chegar das estações
e viver cada uma delas...
Que não mudam.
Os dias são sempre cinzentos
e mesmo que faça sol
a alma se encolhe
em sofrimento e silêncios.
Que fazer?
Para onde ir?
Hoje aprendi:
não bebo mais horizontes,
nem escrevo sonhos...
Deles já desisti!
Vivo!
Cada dia morre
um pedaço de tempo
em mim...