Há tanto peso de noite e silêncio
nestes sussurros dos sentidos.
Como se a Flor que nasce do lodo
se ajoelhasse em entrega à dor
que calou fundo no peito que sangra.
Mas há beleza nas sombras,
há uma fresta de luz
na escuridão a ser esquecida...
A dor é canto,
a treva não é ausência da luz,
mas a certeza de que ela existe,
mesmo que os olhos
ainda não a reconheçam.
É quando a lágrima é poesia
que a alvorada abre sua voz
e floresce lírios e partituras de amor
dentro do peito.