Não são letras que eu entrego,
nem versos sem sentido jogados ao vento,
num passeio pelo jardim.
Sou eu em cada palavra,
sou eu em cada sentimento
expresso no sopro desses lábios
de cítaras e avelãs.
É a minha presença em palavra,
minha essência em linguagem -
no verso e no averso do poema -
como um fio, um elo a levar-me
para o abraço silencioso
de teu peito onde nossas almas
se encontram e se aninham
em nosso cúmplice silêncio.