Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Paradoxos da Dor 

 

E assim seguimos: na oscilação

entre as sombras e a reverência,

a dor da perda no peito aberto

e, ao mesmo tempo,

dentro dele uma chama,

a lembrança sagrada de quem partiu.

 

E a saudade queima,

mantendo na memória -

como relíquia viva -

a imagem de quem foi.

 

Mas seguimos...

chorando nossas penas

pelos caminhos solitários da vida...

misturando amor e dor

e transfigurando-os em poesia...

 

Há tanta beleza

em tão profunda tristeza -

essa que se ergue da dor,

da essência lírica da saudade -

que a alma se queda

no paradoxo

entre a ferida e o esplendor,

entre a lágrima e a contemplação.

sem saber se chora

ou se contempla o poema

embevecida...

com a tessitura que o Poeta

com mãos de saudade bordou...

 

Para Pelas noites sem lua vou seguindo

 

Imagem: Aurora, lendo o poema...

Maria
Enviado por Maria em 07/09/2025
Alterado em 07/09/2025
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