Sim, um degrau
para o infinito —
o amor que transcende
tempo e espaço,
que são, em si,
a mesma coisa.
Não há como separar
o tempo
do território
onde a vida
se historiciza.
Por isso
me perco
em devaneios…
Queria fosse possível
cartografar o tempo,
fazer um mapa
dos territórios da alma.
Habito
essa região
de meus pra dentro
e vivo meandros
que o pêndulo das horas
marca lepidamente.
Sim, o amor
é um degrau
para o infinito,
para dentro
do território da alma,
onde espaço
e tempo
se unem
e se fazem um só.
Dedicado à Poetamiga
que me inspirou ao poema
com uma pergunta
sobre outro poema meu.