Sonham com chuva que não fere, com vento que canta
e não arranca as pétalas da memória...
sonham com manhãs que descem lentas,
como um presente que se abre devagarinho...
As borboletas pousam - etéreas - sobre os segredos,
leem nas veias das folhas os mapas das estações,
e sussurram à raiz: fica, pois em ti a vida respira.
Mesmo quando a alma encolhe ao Sol, o Jardim insiste:
há cor onde a dor não espera, há ternura onde há medo.
E se por agora não bebes horizontes, deixa que as Borboletas
tragam, mesmo em pequenas asas, um pedaço de céu para ti.
Para o poema
Borboletas do Poetamigo
Alexandre Alaor Berghahn