Os pés farfalham
solidões...
como as marés
que lambem areias,
mas voltam águas
para o Mar...
Deixam tapetes
para as marcas dos pés
e seguem lágrimas nas maresias
que conseguem às terras avançar.
Também me perco
a cada passo que me dou.
Também!
Sopram ventos
que me ensinam
a chegar longe -
de... mim...
mas, só me permitem
alcançar você
com os dedos dos olhos.
Sou como a maré
de ventos trôpegos...
não sei mais de mim,
nem encontro minhas pegadas...
Talvez também foram cobertas
pelas folhas amassadas
de um papel desbotado
pelo tempo...