Talvez o grito seja meu.
Um grito por um toque de luz,
por uma voz que me conte sua vida,
todos os sonhos, os desejos,
que me cale ao contemplar
a face e os olhos de sorriso.
Que me fale da infância,
do fio vermelho
que atravessa sua existência
e o faz ser quem é.
Grito por palavras de amor,
por poemas que chorem sentimentos,
que derramem emoções
na ponta dos dedos.
Talvez o autor seja eu…
E no meu peito ecoa um som:
eco vazio do meu próprio grito.