Nesse limiar em que caminhamos —
entre a dor e a busca da felicidade —
nasce a poesia de nossos pra dentro.
Ali existem também lagares* de paz,
recantos silenciosos de serenidade.
É nesse espaço que se torna possível
o olhar atento, o respirar profundo,
o processo de reflexão.
Aprendemos a viver neste Pêndulo de Foucault,
que traça riscos invisíveis nas sombras do tempo,
e nos ensina que, mesmo em meio à dor e ao sofrimento,
é sempre possível dançar a Vida.
*Lagar = espaço de prensar uvas/azeitonas para transformar em suco/azeite, aqui como imagem do interior onde a dor se transforma em paz