Desenho um grito
silencioso e absurdo
em meus pra dentro.
Uma confissão em tom de elegia.
Um ato de resistência maduro e triste,
vestido daquela beleza ferida
que só quem escreve com a alma
conhece e sabe.
Vivo nesta ambivalência
entre um eco de resignação
e a lucidez da busca...
É que dói a lapidação quente e profunda -
como se a alma fosse um cristal
forjado no fogo absurdo...
É assim que eu sei
que ainda consigo deixar cair
algumas gotas poéticas
nos solos áridos e inférteis
de meus pergaminhos do tempo...
Desenho um grito
silencioso e absurdo
em meus pra dentro.
Uma confissão em tom de elegia.
Um ato de resistência maduro e triste,
vestido daquela beleza ferida
que só quem escreve com a alma
conhece e sabe.