Cabe tanta coisa em meus silêncios.
Talvez me cale para me ouvir falar.
Talvez para que a voz se erga em sua timidez de Sol...
Ou para ouvir o pulsar das emoções
e o som das reticências que tanto falam.
Compreendo meu devenir,
conheço a alma que caminha mesmo ferida...
mesmo os espinhos cravados nas solas das sandálias...
Não vejo que meus desvios sejam perdas do caminho...
Reconheço-os como parte da travessia da vida....
o olhar perdido na sabedoria dolorida e luminosa
desse devir que se dobra sobre si mesmo...
como o caule da flor em toda sua fragilidade...
Mas... Não desiste! Nunca!
É que cabe tanta coisa em meus silêncios.