Maria
Prosa e Poesia
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A Vida Pede Silêncio

Sobre o chão o tapete de neblina. Os olhos se encharcam nessa ilusão que fere o peito quebrando a vidraça da alma, invadindo cômodos sempre fechados - até em si mesmos. O amor se esconde do caminhar a dois na manhã. Fere os olhos do coração o fugir do escondimento. Chorei demais... Céus desceram aos trambilhões pela face triste. Agora... me calo - náufraga dessas águas - na plasticidade do poema. Sou refém silenciosa destas areias clandestinas... resort de dízimos, honorários - fronteira e fosso de palavras - e habilitação para migrações interiores... Algures, a face da noite que chega expurgue sentimentos sobre a navalha da vida... e da poetisa a vida pede pra sempre SILÊNCIO... SILÊNCIO...

 

Maria
Enviado por Maria em 17/10/2025
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