No âmago do espírito
se desenrola o improvável
que luta para vir à tona.
Um silêncio que cresce exigindo lugar.
Não compreendo suas cores
que se desenham na parede.
Talvez sejam feitas para que
não as possa compreender.
É o inusitado que se esconde,
com asas que não se deixam aprisionar.
Se fecham para minha vida
como a boca de um túnel
herado pelo tempo.
Meu cais virou porto de sombras
de perguntas sem respostas
e adagas silenciosas
para cortar elos que, penso...
só eu criei e imaginei existirem…
Que língua falam ?
Não dizem.
Gritam silêncios.
Não explicam lugar.
As horas caladas me disseram:...
o tempo aponta à mulher e à poeta
um único destino: SILÊNCIO...
SILÊNCIO....